domingo, 19 de junho de 2011

Talvez o melhor momento do meu dia seja aquele em que não sinto nada em minha alma, minha mente vazia e cansada não consegue destilar qualquer sentimento, pedras e flores têm a mesma aparência, o mesmo significado. Não sinto amor, não sinto ódio, os rostos da minha vida têm a aparência de suaves nuvens.
E nesse mar vazio, eu vejo minha vida como telespectador, sem critérios para apontar falhas e marcar meus acertos.
E eu não tenho medo de viver nesse purgatório sem amor, mesmo sabendo que em breve ele vai se desfazer e meu ambiente vai ser invadido por aromas, imagens e sons fazem minha alma acordar.
Esse é o momento mais sábio, mais intimo aquele que consigo olhar diretamente nos olhos da fera que eu sou e acalmá-la, ensinar novos truques, cimentar lições aprendidas e prepará-la para o que vier depois

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